28 setembro 2016

Você também consegue

Motivo nº:n+93

REALIZADA. NÓS CONSEGUIMOS TRATAR SOBRE ISSO DE FORMA DECENTE. UM POST SOBRE COMO LIDAR COM UM TÉRMINO DE RELACIONAMENTO.

Bom, estive pensando esses dias antes de dormir, depois que a tempestade passou, que chegara o momento de eu agir como adulta e encarar meus "problemas" de frente, mesmo que isso signifique apenas compartilhar minha vida aqui com vocês.
Há um pouquinho mais de um ano atrás (devo abrir um parêntese aqui sobre o quanto o tempo tem passado rápido e como só agora me dei conta de que faltam apenas três meses para o fim do ano), eu criei esse blog porque tinha terminado o namoro com meu primeiro namorado. Pronto, não sei porque nunca falei isso antes nem de forma explícita na descrição desse blog. Enfim.
O que eu queria era me distrair e enumerar coisas legais que aconteciam comigo como forma de tentar apagar o que havia acontecido.
Meu término foi esquisito e por motivos óbvios que não falarei aqui porque hoje não mais importam. Enfim. O que devo dizer é que, embora me excluindo socialmente e sumindo da vida do meu ex-namorado por conta própria, eu ainda tinha esperança de que ele tomasse uma atitude pelo menos uma vez na vida e viesse saber o que aconteceu.
E ele resolveu tomar essa bendita atitude uns seis meses depois, quando eu já estava quase desapegada de vez, nas semanas em que as listas de classificação pra universidade estavam saindo. O destino sabe desafiar a gente. Porque eu tinha que escolher entre uma pessoa que era muito da hora, mas que na maioria das vezes desfazia de mim e a universidade, um sonho que lutei e me dediquei a vida toda em que estudei para poder conquistar.
Eu expliquei a situação para ele e disse que a gente podia tentar de novo. Ele não entendeu isso, disse que não suportava namoro à distância (embora quando a gente namorava ele não quisesse me ver direito - e quando eu digo não quisesse me ver direito não é porque eu tava fazendo drama ou porque ele deixou de me ver por um dia. A gente morava na mesma cidade e a gente simplesmente não se via. Enfim, isso também não importa, preciso ser prática nesse post e não ficar acusando). 
Acontece que depois que fui para Sanca, ele ficou me mandando mensagens de músicas que ouvia e lembrava de mim, gatinhos fofinhos e etc e tal. Eu coração mole, a greve que chegou e me levou para casa por dois meses e meio, o meu amor incontido, a minha esperança de que agora era pra valer. Os passeios, as atitudes, a aliança, o aniversário, a promessa de que ia ficar tudo bem mesmo que eu voltasse.
Mas não passou nem uma semana que fui embora e ele parou de conversar comigo, mal respondia minhas mensagens. Me parti novamente. Mas dessa vez não teve volta. Eu não permiti que houvesse a possibilidade de uma nova chance. Porque de alguma forma eu me amo, minha família me ama, eu sou capaz de seguir em frente. Porque eu sei me valorizar e sei quando uma pessoa merece ser amada.
Os primeiros dias foram duros porque eu não me conformava com tamanho vacilo. Sou oito-oitenta, prefiro que a pessoa fale a verdade na minha cara do que aja de maneira ridícula.
O ódio me dominava. Mas ódio é o pior sentimento que pode haver. Ele não faz mal a mais ninguém além de quem o sente. 
Nesse meio tempo, aconteceram coisas boas na minha vida. Mas como o término foi por telefone e depois o bloqueei de todas as formas, parece que algo não estava oficialmente acabado. E isso me perturbou de uma forma absurda. 
Só que por outro lado, me sinto vitoriosa. Como já disse aqui em posts anteriores tive momentos muito felizes em São Carlos por pequenas coisas mesmo, conheci pessoas, fiz mais amizades, saí, fiz coisas diferentes e consegui fechar o semestre (morrendo desnutrida) mas com boas notas.
Ah, outro detalhe muito importante. Não fiquei desnutrida por causa desse término. Jamais. Fiquei porque realmente não comi direito por causa do RU, além do que estava correndo todos os dias e estudei demais.
Passado quase dois meses de todo o acontecimento, estava aqui pensando em como consegui lidar decentemente com tudo isso.
Se você terminou ou se um dia terminar (espero que isso não aconteça porque términos são horríveis, mas se realmente for preciso, termine mesmo) um relacionamento, tenho algumas dicas que usei na minha vida para não dar uma de coitada e repensar minhas decisões:

1. A teoria dos 7 bilhões de pessoas no mundo: uma vez um garoto que eu gostava  na adolescência me disse que "pra sempre é muito tempo". E de fato é mesmo. Nós temos que viver o momento. E se os acontecimentos nos levarem a terminar com alguém, há 7 bilhões de pessoas para se conhecer por aí. A teoria dos 7 bilhões parece egoísta e absurda. Mas é só para o caso de você se sentir sozinha e achar que o cara era o último do planeta. Porque você nunca vai estar sozinha, não digo nem pelo fato de estar com um relacionamento amoroso, digo sobre as amizades e tal. E porque ele não é o último cara do planeta.

2. A propósito ele não é o último cara do planeta e também não é o único a ter as qualidades as quais você admirava nele: Ele não é o único, amiga. Às vezes me pegava pensando em como era ótimo o fato de ele gostar de coisas de nerd, filmes de herói, séries, rpg, pokémon essas coisas todas que eu não tinha tido contato antes, mas achava o máximo e queria aprender sobre. Ele não é o único. Não mesmo.

3. Como lidar com as memórias dos momentos bons. Porque mesmo ele sendo cuzão (com o perdão da palavra, sério, me perdoem, mas não achei palavra melhor) houve momentos maravilindos. Até ano passado quando eu ainda tinha alguma esperança, perdi noites em lágrimas chorando por essas memórias. Hoje, quando as memórias aparecem, as encaro de frente. E, ah! é mesmo né, o que estou vivendo nesse momento? Ah, então, exato. ESSE MOMENTO. Aqui e agora, e não antes ou amanhã. Nós temos uma mania de querer repetir as coisas porque nos causaram um momento de felicidade que já conhecemos. Mas nos esquecemos que há muito por vir ainda. Sobre as memórias, então, encare-as e agradeça por elas. E agradeça pelas que virão. Porque elas virão.
Em resumo, todas as mulheres podem sobreviver decentemente a um término de namoro, seja ele o período de duração que for, ou o grau de complexidade que tiver. Somos mulheres. Somos fortes. Somos lindas ao nosso modo. Nos amamos e precisamos permitir a vida para nós mesmas. Apenas.
:)

6 comentários:

  1. Término de relacionamento é uma droga viu? Eu sofro demais porque fico lembrando dos momentos bons, e me sinto sozinha e desanimada com a "nova rotina". =/
    O que eu faço para melhorar é ouvir música, sair, dormir, ver TV, e orar para Deus ajudar a esquecer.
    E sobre seu comentário no meu blog; Aquelas fotos são sim de BH, sou mineira porque nasci em Itambacuri, mas moro em Belo Horizonte, por isso à descrição do meu perfil no blog. hehe
    E nem me fale de greve menina, tem quase 1 mês aqui em BH, essas greves de bancos. kkk
    Beijos. ♥

    Diário da Lady

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    1. Sim, sim. Concordo com vc, tbm oro, me ajuda muito :)
      Minas é um estado grande mesmo né haha tbm sou mineira, mas minha cidade fica num fim de mundo desconhecido a milhares de km de distância de BH.
      Abraçz

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  2. Adorei o post, muito bom, e tens razão no que disseste!

    Bjxxx
    Ontem é só Memória | Facebook | Instagram

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  3. Seu blog é muito enriquecedor, já estou seguindo.
    Acerca de termino de relacionamentos é sempre uma estapa dificil para ambas as partes, mas há sempre um que sofre mais. A ruptura em algoque já estava estável, trás insegurança para a vida. Contudo é necessário Parar, Respirar e não pirar para seguir em frente.
    bjus
    mulheresesuasescolhas.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Obrigada!
      Concordo com vc, términos nos fazem mais fortes para continuar nossas vidas.
      Abraçz

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