11 setembro 2016

Percebendo coisas

Motivo nº:n+90

PERCEBENDO (RELEMBRANDO) REALIDADES. O SORRISO NO ROSTO DAS CRIANÇAS E NO MEU, AO PERCEBER QUE O MUNDO AINDA TEM JEITO.

Depois do clima instável essa semana em São Carlos, o fim de semana é de um sol lindo, com um céu aberto igualmente lindo e um calor amorzinho.
Hoje trago pra vocês uma experiência que há muito não tinha. Uma experiência que me fez lembrar de minha infância por dois saudosos motivos. Primeiro, quando minha mãe lecionava e tinha projetos ao ar livre e eu a ajudava na confecção dos cartazes e tal; segundo, quando havia as divertidas Ruas de Lazer perto do bairro onde eu morava.
A questão é, passei minha infância num bairro da periferia, logo a presença de crianças carentes era grande e todo evento para crianças era cheio de alegria e gratidão.
Ontem fui com uma colega companheira aqui do apê na realização de uma atividade do curso dela (Biblioteconomia) numa praça num bairro da periferia, pra baixo da rodovia, aqui de São Carlos. Não conhecia o lugar até porque não conheço grande parte da cidade ainda (e creio que em quatro anos ainda não vou conhecê-la totalmente).
A atividade faz parte de um projeto de leitura e a brincadeira realizada pela turma dela era uma pescaria: quem conseguisse pescar, ganhava um livro, além de atividades como colorir e desenhar.
A expectativa era de que sobrassem livros, mas, considerando que tudo começou por volta das 14h e meia, antes das 16h os livros já tinham acabado, e havia crianças querendo mais. A vontade que deu no momento em que os livros acabaram era de sair correndo e gritando pela cidade se alguém não tinha livros para doar. A vontade que dava era de virar um livro até, se fosse possível.
Fui como visitante, mas me propus ajudar no que fosse preciso. Ali, olhando aquela realidade social percebi o quanto existem mundos diversos dentro de um único mundo que pode ser limitado a uma cidade. São realidades diversas, realidades das quais já fiz parte. 
Tenho algumas reflexões sobre e espero não ser julgada por elas. Dizem que muitas pessoas não têm oportunidade para fazer uma faculdade, ou ter estabilidade na vida, ou realizar seus sonhos. Mas eu acho que não. Não sei julgar o capitalismo para dizer que é sua culpa a condição delas, quando elas estão felizes do jeito que estão. Acho que para a realização de seus sonhos basta força de vontade.
Enfim, o que quero dizer é que as diferenças estão no modo como enxergamos as coisas. São realidades diferentes? São. Estamos em níveis diferentes de felicidade ou de realização? Talvez não. Julgar por condição social ou financeira a realização de alguém é sem sentido.
Falo isso não no sentido de que essas pessoas não mereçam nossa atenção, ou mesmo a atenção do governo, mas no sentido de que não podemos tratar com dó ou menosprezo. Aparentemente, as crianças por serem carentes ou por motivos aleatórios de julgamentos particulares de olhares de fora, motivos esses que se comprovaram descabíveis, não se interessariam pelos livros. Mas até mesmo adultos se mostraram interessados por conseguirem para eles mesmos e felizes pela conquista de suas crianças.
Somos todos um e as condições que nos cercam dependerá de nós mesmos.
:)

Obs.: as imagens foram desfocadas a fim de preservar a identidade das crianças envolvidas.

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