26 junho 2016

Perdi meu celular

Motivo nº:n+71

UM POST SOBRE "PERDAS", SENTIMENTO DE "PERDA" E ASPAS.

Todas as pessoas, ou pelo menos grande-grande parte delas já "perdeu" alguma coisa na vida. Já já explico o uso das aspas em "perdeu". Por enquanto tratarei de falar sobre o quanto somos distraídos. Sim, somos. Até mesmo a pessoa mais perfeccionista existente já se perdeu alguma vez em seus próprios pensamentos.
E, geralmente, quando "perdemos" alguma coisa o sentimento é... bem. Tentarei descrever. O sentimento varia de acordo com o valor que damos àquilo. Se damos muito valor, ficamos apavorados, mas se a coisa não tem significância relevante, passamos por cima e seguimos em frente.
Consideremos então o que causa o sentimento mais forte, no caso, a "perda" de algo de valor.
Se não me recordo bem, já escrevi aqui no blog algum post sobre nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Minutinho. Não encontrei o post. Enfim. Essa frase é de Lavoisier e faz muito parte da minha filosofia de vida. Tem um sentimentozinho dentro de mim que me impede de dizer "perdi" dinheiro com isso ou "perdi" tempo com aquilo justamente porque olhando o mundo de fora, e quando digo mundo quero dizer planeta mesmo, essa esfera gigantesca, quando temos uma visão imaginária dessa massa onde vivemos, podemos perceber que não há onde ir. Estamos num mesmo planeta e além dele há tanta coisa que não podemos enumerar. E nós, aqui dentro e todas as coisas que julgamos possuir não fogem desse planeta. Aqui somos e aqui estamos. Aqui são e aqui estão. 
Muito bem. Para que essa analogia toda, Núbia? Ontem perdi meu celular. Certo essa frase tão singela causa grande impacto eu sei. A verdade é que não foi bem assim.
Eu e minha irmã fomos andar de bicicleta (porque amamos isso de andar de bicicleta pela cidade) e passando por uma farmácia ela me lembrou que eu tinha dito sobre me pesar. Acontece é que, por estes dias eu estar em casa com gordices diferentes todos os dias (graças à Deus) acabei engordando uns kilos aí e estou meio manicada com meu peso. Então deixei minha irmã com as bicicletas e a bolsa a me esperar na praça.
Voltei meio na bad fazendo drama. Pegamos as bicicletas e descemos.
Você já deve ter imaginado.
Depois de estar quase chegando em casa dei falta da bolsa.
"Ai, Núbia, o que tinha na bolsa?" Não que minha irmã não tivesse preocupada com a bolsa em si que era dela. Mas por alguma razão naquele momento (ou acredito eu em qualquer outro) tivemos necessidade de depositar toda nossa preocupação no conteúdo da bolsa.
"Apenas meu celular"Afirmei.
Minha irmã ficou afobada.
Então com toda a paciência que a Divina Presença concede a todas as pessoas, mas que em mim procurei observar melhor e utilizá-la, pedi a ela que se acalmasse e focasse. E principalmente tomasse cuidado com os carros. Porque a bolsa estaria lá.
Como eu tinha tanta certeza?
Porque confio.
Claro que durante todo o caminho minha mente pensou em todas as possibilidades. O que eu faria se não estivesse lá? E meus contatos? E minhas mensagens? E minhas fotos? Será que alguém devolveria? E se não estivesse lá? Como eu faria quando voltasse pra universidade? Como eu faria pra comprar outro? E se não estivesse lá?
Calma, calma, calma, Núbia.
Minha irmã, coitada, tava quase morrendo, porque pra chegar na praça tem uma subida linda. Ela tava mais apavorada que eu.
O que quero dizer com todos esses sentimentos. Por mais que a mente tente nos deixar desesperados por causa da nossa "perda", temos que manter a calma. Afinal, o que estava ao meu alcance fazer naquele momento? Não era voltar lá e ver se a bolsa estava no banco ainda? E não era isso o que estávamos fazendo?
Pois bem. Quanto mais nos aproximávamos mais eu via as pessoas passando pelo banco e no meu coração uma única certeza, a de que a bolsa estaria lá. 
E estava.
Mas, Núbia, você disse que nada se perde, tudo se transforma e blá blá blá, e se a bolsa não estivesse lá?
Haveria um jeito. Pra tudo se tem jeito nessa vida. Tudo. O que não podemos fazer é nos entregar ao drama da lamentação. Fazer o que está ao nosso alcance. Se não tivéssemos encontrado a bolsa teríamos que ver o que faríamos e seguir em frente, paciência.
Mas estava. E só posso ser grata por isso :)

6 comentários:

  1. Como você disse não podemos nos deixar ser levados pelas lamentações. Tudo nessa vida tem o tempo certo.

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  2. Eu ficaria doidinha..nada controlada nessas horas.rs

    Bjim...
    blog Usei Hoje

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    1. Geralmente não é fácil mesmo manter a calma haha

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  3. Primeira vez que venho aqui no seu bloguinho e eu amei tanto esse texto que minha primeira reação foi logo segui-lo pra não perder suas atualizações.
    Realmente, o sentimento de perda e ansiedade as vezes nos consome, mas como vc disse, tudo se transforma, e em parte eu creio que muitas vezes esse se "transforma" vira aprendizagem.
    Beijo linda, www.apenasleiteepimenta.com.br

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    Respostas
    1. Obrigada, Leslie! O sentimento é recíproco para com seu blog <3
      Seja bem-vinda!

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